BlogRadar TCV

Resumo do 1º Semestre 2026

O que aconteceu, o que mudou e o que preparar para o 2º semestre — tudo que o pequeno empresário precisa saber.

Equipe TCV 30 de junho de 2026 8 min de leitura

O 1º semestre de 2026 teve dois "Brasis": o dos números macroeconômicos — PIB crescendo, emprego em alta, bolsa batendo recordes em abril — e o do empresário de rua — crédito caro, cliente inadimplente, nota fiscal mudando e imposto digital chegando. Este Radar reúne o que aconteceu mês a mês e o que isso significa para o seu negócio no 2º semestre.

Janeiro — O ano começa com juros no teto

O Brasil entrou em 2026 com Selic a 15% ao ano — o maior nível em quase 20 anos. Em 1º de janeiro, as empresas passaram a destacar CBS e IBS nas notas fiscais: início oficial da Reforma Tributária. Empresas do Simples foram dispensadas por enquanto.

O empresário entrou no ano com custo de crédito máximo e um novo sistema tributário aparecendo na nota fiscal.

Fevereiro — A guerra que mudou tudo

Em 28 de fevereiro, EUA e Israel atacaram o Irã. O Estreito de Ormuz fechou — responsável por 20% do petróleo mundial, 15% dos grãos e 25% dos fertilizantes globais. O petróleo subiu 14% em dias. O frete e os insumos subiram junto.

Um conflito do outro lado do mundo chegou no bolso do empresário via combustível e custo operacional mais caro.

Março — BC corta juros, inadimplência não espera

O Copom reduziu a Selic para 14,75%. A inadimplência empresarial chegou a 8,9 milhões de CNPJs — próxima ao recorde histórico. Dívidas totais: R$ 212,8 bilhões. Média de 7 contas negativadas por empresa.

Juro começou a cair, mas a inadimplência não esperou: continuou subindo.

Abril — Bolsa bate recorde. Mas nem todo mundo aproveitou.

O Ibovespa tocou 198 mil pontos — recorde histórico. Dólar caiu abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez desde 2024. Entrada de R$ 65 bilhões em capital estrangeiro. Ao mesmo tempo: IPCA projetado a 4,86% — acima do teto da meta. Inadimplência empresarial bateu recorde histórico com R$ 213 bilhões em dívidas.

O mês mais esquizofrênico do semestre: bolsa nas alturas e base da economia sangrando.

Maio — PIB surpreende, inflação não cede

PIB cresceu 1,1% no 1º trimestre — 6º maior crescimento entre 51 países. Brasil à frente de EUA, Alemanha e Japão. O Ministério da Fazenda manteve projeção de 2,3% para 2026. Mas o IPCA de maio ultrapassou o teto da meta pressionado por alimentos e habitação.

O Brasil cresceu. Mas o crescimento não chegou igual para todo mundo.

Junho — Bolsa cai 8 semanas seguidas. Acordo à vista.

O Ibovespa acumulou a maior sequência de quedas desde 1982. Selic cortada para 14,25% — tom ainda cauteloso. Acordo EUA-Irã previsto para 19/06 na Suíça derrubou o petróleo abaixo de US$ 80. Brasil caiu 7 posições no ranking global de competitividade — 65º entre 70 países.

Os 6 temas que definiram o semestre

  • Juros — Selic caiu de 15% para 14,25%. Direção certa, ritmo lento.
  • Guerra — Estreito de Ormuz fechado meses. Maior choque de energia em décadas.
  • Reforma Tributária — CBS e IBS nas notas. Em agosto, campos obrigatórios. Em 2027, cobrança real da CBS começa.
  • Inadimplência — 8,9 mi de empresas negativadas. 94% são micro e pequenas.
  • Fisco digital — Pix cruzado com IR. Split payment chegando em 2027.
  • Banco Master — Escândalo de R$ 17 bi. Bancos ficaram mais rigorosos.

O que o 2º semestre pede de você

  • Revisar preço — inflação ainda não cedeu.
  • Organizar nota fiscal — CBS/IBS obrigatórios em agosto.
  • Negociar dívidas agora — crédito mais restrito à frente.
  • Separar PF e PJ — fisco digital sem volta.
  • Construir reserva — split payment acaba com o float em 2027.
  • Acompanhar eleições — vão mexer com juros e câmbio no 2º semestre.
O 1º semestre premiou quem estava organizado. O 2º semestre vai cobrar quem não estava. Quem estiver com caixa estruturado, preço revisado e nota fiscal em ordem vai sair na frente. O mercado sempre premia primeiro quem já estava preparado.

Próximo passo

Quer aplicar isso na sua empresa?

Marque um diagnóstico gratuito com nosso time. Em 30 minutos a gente entende seu cenário e mostra os caminhos possíveis — sem compromisso.

Falar com a TCV
WhatsApp