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Reforma Tributária: o que muda (de verdade) para a sua empresa

IBS, CBS, Imposto Seletivo e o fim do PIS, Cofins, ICMS e ISS. Entenda o cronograma, os impactos no caixa e o que você precisa começar a fazer agora.

Equipe TCV 20 de abril de 2026 7 min de leitura

A Reforma Tributária aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025 é a maior mudança no sistema de impostos brasileiro em mais de 30 anos. Para o pequeno e médio empresário, ela traz simplificação no longo prazo — mas exige preparação imediata.

O que será extinto

Cinco tributos sobre consumo deixam de existir gradualmente: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. No lugar deles entram três novos tributos com lógica de IVA (Imposto sobre Valor Agregado).

Os novos tributos

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — federal, substitui PIS e Cofins.
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — estadual e municipal, substitui ICMS e ISS.
  • Imposto Seletivo (IS) — incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

Cronograma de transição

  • 2026: início do período de teste com alíquotas simbólicas (0,9% CBS e 0,1% IBS).
  • 2027: CBS começa a ser cobrada integralmente; PIS e Cofins são extintos.
  • 2029 a 2032: IBS sobe gradualmente enquanto ICMS e ISS são reduzidos na mesma proporção.
  • 2033: novo modelo plenamente em vigor.

Impactos no caixa que poucos estão olhando

O modelo de IVA é não cumulativo amplo: você paga imposto sobre o que vende e se credita do imposto pago em tudo o que comprou (insumos, energia, aluguel, serviços). Quem tem boa gestão de notas fiscais e fornecedores ganha. Quem compra de informais ou de empresas do Simples sem repasse de crédito, perde competitividade.

E o Simples Nacional?

O Simples continua existindo, mas o empresário poderá optar por recolher IBS e CBS por fora do regime para gerar crédito ao cliente — uma decisão estratégica que precisa ser modelada caso a caso.

O que fazer agora

  • Mapear todos os fornecedores e identificar quem é Simples, Lucro Presumido e Lucro Real.
  • Revisar contratos de longo prazo com cláusulas tributárias (reajuste por mudança de carga).
  • Atualizar o ERP e os layouts de NF-e para os novos campos do IBS/CBS.
  • Simular o impacto da reforma no preço final dos seus produtos e serviços.
  • Treinar a equipe fiscal e comercial — vendedor que não entende crédito perde negócio.
Reforma Tributária não é problema do contador — é decisão de dono. Quem entender primeiro, precifica melhor e ganha mercado.

Próximo passo

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